A revista Human convidou-nos a participar na minha recente edição para refletir sobre a saúde mental no contexto organizacional.

O presente artigo foi redigido por Raquel Mina, Business Developer da Pulso Europe Portugal.
Nos últimos anos, a saúde mental deixou de ser um tema periférico para ocupar o centro das conversas nas organizações. A aceleração das mudanças sociais, económicas e tecnológicas trouxe à superfície algo que, para quem trabalha diariamente com pessoas, sempre foi evidente: o impacto emocional do trabalho é profundo e influencia diretamente a forma como pensamos, agimos e nos relacionamos.
Hoje reconhece-se mais facilmente aquilo que durante décadas ficou escondido: a exaustão silenciosa, o peso da responsabilidade e a dificuldade em pedir ajuda. Muitas pessoas estão a gerir níveis de pressão que não foram preparadas para suportar. E muitos líderes continuam a ser promovidos pelo mérito técnico, enquanto lhes é pedido que desenvolvam competências emocionais para as quais raramente receberam formação.
Dentro da Pulso o meu trabalho vai-se cruzando entre a dimensão humana com a estratégica, e com isso observo um padrão recorrente: as equipas não estão necessariamente “menos capazes”, estão é mais sobrecarregadas.
Falta espaço para respirar, refletir e integrar o que se sente. Falta legitimidade para dizer “preciso de apoio”. E falta estrutura organizacional para oferecer esse apoio de forma consistente, confidencial e profissional. É precisamente aqui que os programas de apoio ao colaborador ganham relevância — não como benefício extra, mas como resposta estruturada, contínua e técnica à complexidade emocional do trabalho moderno.
Apesar dos desafios, há evolução. Vejo mais líderes atentos, mais departamentos a querer compreender e mais empresas a reconhecer que cuidar das pessoas é cuidar do negócio. É um movimento ainda inicial, mas sólido. O discurso mudou; agora falta consolidar a prática. Continuamos, por vezes, a confundir iniciativas pontuais com cultura e a acreditar que bem-estar se resolve com ações isoladas, quando a saúde mental exige visão integrada, consistência e responsabilidade partilhada.
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